Pedagogia do Diálogo

Tá difícil discutir hoje.

Todos têm argumentos fortes e super técnicos. Mas apesar disso estamos divididos em dois lados e longe de chegar a um consenso. Uma prova de que os argumentos, apesar de fortes e técnicos, não tem tanto valor diante da nossa cabeça-dura coletiva? Ou talvez de que não saibamos ler direito?

Melhor admitir que há uma teimosia generalizada e como povo temos muito que aprender coletivamente sobre a política como ela é. E quem sabe um dia torná-la mais próxima daquilo que, coletivamente, queremos (seja lá o que isso for, num país tão múltiplo e retalhado).

Mas para o quadro atual acho que tínhamos que voltar um pouco atrás e ver tudo aquilo que é verdadeiramente irrefutável e indiscutível, para a partir daí estabelecer um diálogo. Um exercício pedagógico de diálogo mesmo.

Eis minha sugestão, para começar:

  • A semana tem 7 dias
  • Um dia tem 24 horas
  • Estamos no mês de Abril do ano 2016

A partir daí vamos aumentando a lista, incluindo dados biológicos e históricos. Claro que em algum momento o pau vai quebrar, mas o diálogo foi reaberto.

É isso, ou preparemo-nos para seguir o triste exemplo de certos lugares do mundo aonde as rivalidades atravessam séculos e impedem o progresso e a felicidade de todos.

Enfim, foi minha tentativa. É original e além disso não xinguei ninguém.